Funny Games U.S.

(Funny Games – US, 2007)
USA, 111 min, 35mm
Direção: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Empresa Produtora: Celluloid Dreams
Distribuição: Califórnia (SP)
Procedência da cópia: Califórnia (SP)
Elenco: Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt, Brady Courbet e Devon Gearhart

Exibição em 35mm
Classificação indicativa:

Dez anos após a escandalosa estréia de Funny Games no Festival de Cannes, Michael Haneke foi convidado por uma produtora norte-americana para fazer uma remake desse filme. O objetivo da primeira versão tinha sido atingir o público dessa origem, precisamente, sobretudo aqueles espectadores dos filmes de entretenimento ou “pipoca” que se apóiam na espetacularização da violência. No entanto, a obra só causou certo ruído nos reservados circuitos do cinema cult. Por isso, Haneke encontrou na refilmagem de Funny Games a possibilidade que buscava para infiltrá-lo nas salas multiplex dos cinemas comerciais dos Estados Unidos. Para isso, o diretor exigiu que a segunda versão deveria obedecer com exatidão à reconstituição plano-a-plano do original, com os mesmos sons e idêntica direção de atores, entre outros requisitos. Haneke recusou a maioria das sugestões da produtora, desde a mudança de cenários até os cortes de cenas, incluindo a substituição da composição estridente de John Zorn pelos gritos do patético Marilyn Manson. Resistindo assim às seduções provenientes do próprio âmago da indústria do entretenimento, o cineasta declarou que ele “estava totalmente ciente das manobras dos produtores”, mas evitou cair, “como muitos, nessa armadilha”. Haneke acrescentou que “não estava nos Estados Unidos como se estivesse na Disneylândia, eu sabia muito bem onde estava me metendo”. Se a primeira versão prende o espectador pela perplexidade que transborda da tela, a segunda permite observar como o filme é construído e enxergar “realmente” o que está em jogo.



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